Medo do morno,
Medo do silêncio a dois,
Medo da falta de aventuras,
Medo da rotina,
Medo do amor!
É, as pessoas tem medo de amar de verdade.
Querem, sim, a paixão,
O calor,
O momento,
A história,
O engraçado.
Fim.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A visita
Ela chegou.
Nem bateu na porta e já foi entrando.
Não era querida, nem tampouco desejada.
Entrou na primeira fresta e escorregou pela corrente sanguínea.
Foi irrigando cada célula, até chegar ao cérebro.
Nem bateu na porta e já foi entrando.
Não era querida, nem tampouco desejada.
Entrou na primeira fresta e escorregou pela corrente sanguínea.
Foi irrigando cada célula, até chegar ao cérebro.
"Dá licença, mas meu dia chegou"
Só então, que o cérebro se deu conta do que estava acontecendo...
Chegou o dia!
Quer revidar! Não quer se sentir inferior à quem acaba de lhe dirigir a palavra.
Chegou o dia!
Quer revidar! Não quer se sentir inferior à quem acaba de lhe dirigir a palavra.
Quer provar para si mesmo que é forte...
E nessa tentativa de luta, tampa os ouvidos dos gritos estridentes e fecha os olhos para não ver as lágrimas acionadas sem seu consentimento.
"É, perdi" - Volto em alguns dias no comando"
E a TPM ri.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
E se...

Sempre dizemos... fui ao cinema ver um filme muito legal...
Fui ao cinema com um paquera...
Não saímos hoje, ficamos em casa vendo um filme na televisão...
Quantas vezes o "ver um filme" é uma mera desculpa para se fazer outras coisas?
E se... ao invés de assistirmos a um filme,um filme nos assistisse?
Quanta história teria para contar!
Não acabaria em 89 ou 120 minutos como os filmes que nós vemos.
O enredo seria, talvez, bem mais interessante...
Uma tarde comendo brigadeiro com as amigas, dando risada e relembrando velhos tempos...
Um primeiro encontro com o 'cara' da sua vida... "íiii, olha lá... casaram e tiveram dois lindos filhos!!!
"Poxa, essa daí, solitária, chorando...mal sabe ela a surpresa que está para acontecer quando sair dessa sala escura... pouparia todas as suas lágrimas..."
"Queria estar dormindo na poltrona como esse senhor aí, com uma lata de refri e pipocas caídas pela barriga"
As críticas que receberíamos dos filmes, seriam das mais diversas, assim como fazemos as nossas críticas a eles...
E se... por um dia, ao invés de irmos ao cinema, parássemos um pouco, respirássemos, e descobríssemos a bela narrativa que há em cada uma de nossas vidas?
Aaaaahn, essa eu quero ver...
LUZ, CÂMERA, AÇÃO!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Primavera

Das flores, me enfeito.
Nos cabelos, refeito o penteado.
A música suave aos ouvidos.
A preparação da culinária.
A lareira acesa.Espera. Consumo. Vida.
A lareira acesa.Espera. Consumo. Vida.
Jasmis.
Azaléias.
Bromélias.
Violetas.
Margaridas.
Margaridas.
Gérberas e rosas.
Todas vocês.
Bem-vindas, prima Vera!
Apresente-me aquele mundo...
Aquele que tanto amo.
Aquele que tanto amo.
Colorido.
Regado.
O perfume no quarto.
Diga, adeus.
Adeus ao frio.
Adeus ao gelo.
Adeus!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
As gotas de marvin
Sentada no banquinho, frente ao lago.
Escutava um som doce.
Parada. Estarrecida.
Não sabia se suas lágrimas escorriam, ou se sumiam.
Não era a única a chorar.
O céu chorou também.
As nuvens, fracas como ela. Porém, mágicas.
Apesar de tristes, libertavam gotas que dançavam.
Dançavam conforme a música.
Dançavam a dança de Marvin.
“Agora é só você, e não vai adiantar.
Chorar vai lhe fazer sofrer.’
E uma alma boa pergunta: Tá tudo bem?
E a mente acompanhou a dança, a chuva e a alma boa.
Então voltou para casa com um pedido desculpas.
“A vida é pra valer
E o meu destino eu sei de cor.”
Escutava um som doce.
Parada. Estarrecida.
Não sabia se suas lágrimas escorriam, ou se sumiam.
Não era a única a chorar.
O céu chorou também.
As nuvens, fracas como ela. Porém, mágicas.
Apesar de tristes, libertavam gotas que dançavam.
Dançavam conforme a música.
Dançavam a dança de Marvin.
“Agora é só você, e não vai adiantar.
Chorar vai lhe fazer sofrer.’
E uma alma boa pergunta: Tá tudo bem?
E a mente acompanhou a dança, a chuva e a alma boa.
Então voltou para casa com um pedido desculpas.
“A vida é pra valer
E o meu destino eu sei de cor.”
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Um brinde agri-doce.

Um brinde àquela dor.
Sim, aquela.
Aquela que não cessa, mesmo com a presença.
Pois sabe-se que nos minutos que seguirão, haverá ausência novamente.
Um brinde àquela dor.
Àquele soco de luvas de boxe.
Àquele mergulho que falta o ar.
Àquela batida do pé na quina da cama.
Um brinde aos dias que não passam.
Ao telefone que não toca.
Ao abraço no monstrinho de pelúcia antes de dormir.
Um brinde ao ciúme de qualquer coisa que lhe ocupe o tempo.
Aos momentos, à tudo que foi bom. Sem eles, não haveria a razão do nosso brinde maior, à ela,
à SAUDADE!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sapatinho pleno

Coloquei meu sapatinho,
Na janela de meu bem.
Que cheio ficou, por alguém.
Foi o tempo quem trouxe o tempo.
Semana esta, que não conseguimos simplesmente passar.
Passar seria simples, comum.
Mas veio o raro
Para, aí sim, durar, cuidar, deliciar...
eternizar...
Tempo, eu quero esse tempo, pra sempre.
Me vê esse presente para o próximo Natal?
Grata!
Ps: Meu pézinho parou de crescer... meu sapatinho é o de tamanho 35, por favor, não vá errar!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A receita do bolo xadrez Francês azul

-Venho pois, meus amigos, lhes ensinar
A receita de um bolo incomum.
Um bolo azul, xadrez e francês.
É a receita de amar.
- Ora, quanta audácia a sua! Não sabeis que amor não se ensina?
- Ora, sei sim. Apenas quero dizer a minha definição de amor.
Pra mim ele é doce, feito com farinha e açúcar. Fermentoooo... claro...muito fermento!
Uma cobertura xadrez. Azul cor do dia, azul cor da noite.
Dia sim, dia não. Dia perfeito, dia nem tanto.
Mas dias azuis...todo dia!
C'est l'amour pour moi: un gateau!
quarta-feira, 25 de maio de 2011

Andava pelas ruas à noite.
O frio lhe cortava a nuca, e o peso dos livros faziam doer-lhe as mãos.
O caminho de casa já estava cessando.
E uma brincadeira que fazia consigo mesma a distraía.
Reparou nas pessoas com as quais cruzava na calçada: falavam sozinhas.
Uma música americana saltava dos lábios de um gordinho, que a acompanhava com seu fone de ouvido.
Um palavrão saia da boca de um moleque. Quem sabe nã teria se lembrado que esqueceu de alguma coisa.
Uma moça, cabelos no rosto, conversava... Não consegui escutar o monólogo... o barulho dos carros não permitiam.
Deu risada.
- Quanta gente estranha que fala sozinha!
Olhou ao seu redor. Ninguém . Apenas pessoas que a olhavam estranho.
Estranha!
Abriu o portão e entrou em sua casa.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Saudoso José

José não está bem.
José acha que está na hora de retomar a poesia.
Não é que José seja mal agradecido com as circunstâncias, mas...
Na felicidade é difícil escrever.
Dias felizes querem música e poesia já prontas.
Melodias já cantadas. Apenas para sentir.
Hoje, Hoje foi diferente.
Amanheceu frio.
O telefone tocou e era Maria do outro lado do mundo.
Maria fez José sentar em um restaurante, pedir seu prato feito e derramar suas lágrimas escorridas por detrás dos óculos escuros no copo do suco de laranja.
Fez José ser observado pelas pessoas que perto estavam dele no ônibus, inclusive o cobrador.
José chorava, chorava e chorava.
E mandava embora suas lágrimas com a descarga.
Secou-se e lavou rosto.
Estava pronto para o trabalho.
Concentrar-se era difícil.
Sentia saudade, amor e raiva.
Maria não estava mais lá.
Maria era só o tu tu tu do telefone.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Considerações sobre espaço e tempo

A vida é um constante aprendizado. Quando criança, não temos a noção de espaço e de tempo. As horas pareciam infindáveis, e os anos...mais ainda. Aquela sala que você brincava parecia enorme, quase um salão de festas. Mas quando você retorna àquele mesmo lugar com uns fios de cabelo mais brancos, literalmente ou não, você descobre o quanto estava enganado, e põe-se a imaginar se a sala era realmente pequena, ou se foi você quem cresceu.
Passamos a vida inteira mudando nossas idéias sobre esses dois fatores: distância, tempo.
No ensino fundamental, aprende uma fórmula de física que dizia o seguinte:
V= delta S
_________
Delta T
Não é essa questão que quero abordar, porém, ao final, tirarei conclusões utilizando a ciência.
A parte que aqui quero escrever, é a parte não física, não científica, não apalpável. É a parte que envolve as emoções e o coração. Clichê? Talvez.
Porém nada melhor do que a experiência para discorrer sobre um assunto.
Aqui começo então, meu poema, minhas palavras, minha subjeção e divagação, caros leitores.
Não sei se rio,
Ou se choro.
Não sei se é rio, ou se é mar.
Se o nosso amor é par, ou ímpar.
Não sabia, até ontem, dizer eu te amo.
Mas em que ponto chegamos?
Nas escolas, nada disso se ensina.
Isso se aprende com o tempo.
Ora, que tempo é esse?
Que nos revira e nos revolta.
Como montanhas-russas,
E o nosso sorriso e cabelos, bagunça!
Ah, sim, o tempo,
Parece que estou começando a entendê-lo.
Você chegou pertinho de mim e me envolveu em sua lã,
Lanterna acalentadora.
Logo depois, me apresentastes uma amiga sua.
Uma tal, distância.
Ela veio tão abrupta, tão sem coração...
E não havia mais lã.
O que posso dizer sobre vós?
Sois, no momento, uma farsa.
Mas descobri que sou uma árvore.
Não de maçãs ou mangas...
Mas do fruto paciência.
Do fruto espera.
E esses frutos me dizem que,
Algum dia, não sei quando e nem aonde,
Faremos as pazes.
E não haverá mais pressa para que o tempo passe,
Desejos para que me desloque.
Pois estarei, onde, quando e com quem quero estar!
FINAL DA POESIA.
CONCLUSÃO:
A velocidade e a pressa com que vivemos, depende do tempo. Se a distância está intacta, depende somente do tempo...
Tempo esse que, se não aprendemos a amar, passamos a vida na espera, sem ações. Intactos.
É preciso força... e a fórmula dessa grandeza é:
Bom, deixa pra lá...
Caso esteja curioso, vá a uma biblioteca e pegue um livro de física...
Não perca tempo!
segunda-feira, 14 de março de 2011
Para o meu amor.

Eu queria tanto
Saber escrever e compor
Os meus mais lindos versos.
Eu queria ter você aqui,
Subirmos ao mirante
E deparar com o céu aberto.
Mira?
Tá vendo aquela montanha?
Lá atrás há um tesouro, uma história para contar.
Que os piratas esconderam.
Lá atrás há uma árvore,
Que as gralhas compreenderam.
Há um filme em cada um de nós.
Ou seria um livro?
Ou uma medalha de duas caras.
A dicotomia bem e mal.
Sei lá.
Já não sei.
Meus rins já não conseguem
A força para a marreta.
Um sorvete no nariz.
E o sorriso por trás de uma careta.
E assim são nossos dias. Felizes.
Que de raros,
Se tornam imortais.
sexta-feira, 11 de março de 2011
EXTRA, EXTRA: Mataram o palhaço!
Uma canção para nós vivermos mais

Um ritmo, uma dança, um sorriso.
Tudo o que você pensar durante o dia,
Serar-lhe-á devolvido durante a noite.
Seus sonhos, seu sono envolvido.
Peço, por favor, suplico,
Por uma receita, um motivo.
Algo que nos ajude a viver mais.
Ontem, o vagalume, piscou para mim.
Sua luz me envolveu,
Fez-me querer eternizar.
Nos eternizar.
O terno!
Externo.
Mas também necessário.
O importante é o que vem de dentro,
A areia do vaso,
O oxigênio da água.
O importante é o presente.
Um presente que eterniza!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Ahn, o café.

Hoje, pela falta de café, me permiti tomar uma xícara de chá.
Ontem, pela falta do café, comi leite condensado.
Antes de ontem, na ausência do café, bebi água.
No mês passado, quando o café já faltava, tomava suco.
Retrasado, groselha.
Permiti-me a não desanimar na falta de algo.
Resolvi não depender de nada.
O café,
Ahhh, o café!!!
Conto os dias para bebê-lo.
Só não posso me esquecer de passar no mercado e comprar pó.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Troiçoeira

É o tal do galo, dizia a professora.
O mediador, o anunciador da nova manhã.
Esta mesma manhã que dá lugar ao novo vazio,
Novo silêncio, nova falta de luz, de abrigo.
Disfarçada de brilho e boas intenções,
De novo, de fé.
Abandona-te pra entregar à lua
Traiçoeira esta,
Que em uma noite, está cheia e convidativa.
E noutra, está minguante e você, sozinha!
Mas tal astro não se apresenta igual para todos.
Um sofre as mordidas.
E o outro, é o rato mordedor.
Um perde o lugar, o outro o ganha.
Sem mérito e dificuldade alguma.
A lua.
Sua culpa.
Lupa.
Lua.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Casos de casais
Depois de se debater por quarenta e sete minutos em seu leito, inquieto, pensativo e irreverente, Otávio decide abrir a boca:
- Marilsa, precisamos conversar. Será que você poderia parar um minutinho de ler a saga Crepúsculo e me escutar?
-Claro benzinho. Estou toda a ouvidos.
Otávio coçou a cabeça, e decidiu que quanto mais rápido falasse, mais cedo tiraria o fardo que carregava nas costas há algum tempo.
-Estou tendo um caso.
-Não acredito que você interrompeu minha leitura, minha higiene mental noturna para me contar isso.
-Como assim Marilsa? Você não ligou nem um pouquinho para o que acabei de falar?
-Poxa Otávio. Faz mais de dez anos que você é advogado. Você tem casos novos todos os meses para resolver.
-Não. Você entendeu tudo errado. Na verdade, é um caso novo sim. Ela é bem mais nova que você Marilsa. Ela não é fria como você se tornou depois de todos esses anos e...e...
-“Tavinho”, benzinho. Não se preocupe. É claro que por ela ser mais nova do que eu, deve ser mais bonita e disposta e tudo mais. Aliás, para precisar de um advogado, deve no mínimo ter roubado, matado alguém, ou cometido algum erro.
-Marilsa, e nós?
-Ora Tavinho, o erro foi meu. Deveria ter esperado por um vampiro igual esse tal de Edward. Mas fazer o quê, né?
Então, Marilsa fechou o livro que tinha nas mãos, colocou-o no criado mudo, apagou o abajur, dando um beijinho de boa noite em Otávio, virou-se de lado e dormiu. Dormiu como sempre dormia.
- Marilsa, precisamos conversar. Será que você poderia parar um minutinho de ler a saga Crepúsculo e me escutar?
-Claro benzinho. Estou toda a ouvidos.
Otávio coçou a cabeça, e decidiu que quanto mais rápido falasse, mais cedo tiraria o fardo que carregava nas costas há algum tempo.
-Estou tendo um caso.
-Não acredito que você interrompeu minha leitura, minha higiene mental noturna para me contar isso.
-Como assim Marilsa? Você não ligou nem um pouquinho para o que acabei de falar?
-Poxa Otávio. Faz mais de dez anos que você é advogado. Você tem casos novos todos os meses para resolver.
-Não. Você entendeu tudo errado. Na verdade, é um caso novo sim. Ela é bem mais nova que você Marilsa. Ela não é fria como você se tornou depois de todos esses anos e...e...
-“Tavinho”, benzinho. Não se preocupe. É claro que por ela ser mais nova do que eu, deve ser mais bonita e disposta e tudo mais. Aliás, para precisar de um advogado, deve no mínimo ter roubado, matado alguém, ou cometido algum erro.
-Marilsa, e nós?
-Ora Tavinho, o erro foi meu. Deveria ter esperado por um vampiro igual esse tal de Edward. Mas fazer o quê, né?
Então, Marilsa fechou o livro que tinha nas mãos, colocou-o no criado mudo, apagou o abajur, dando um beijinho de boa noite em Otávio, virou-se de lado e dormiu. Dormiu como sempre dormia.
domingo, 30 de janeiro de 2011
O quarto era perfeito... só faltava uma lâmpada...
A mãe trouxe uma trufa cheia de morangos...mas precisava só de um!
A menina acorda, peito sufocado.
Ouvido as vozes da cozinha que diziam:
É melhor não ter esperanças.
A voz, pensou a menina, parece vir de uma boca magra e envolta por bigodes.
Se ao menos tivesse um espelho.
Poderia utilizá-lo para ter...
A sua última imagem.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sucrilhos da humanidade

Não.
Não é esse sucrilhos que mata minha fome.
Abri a geladeira a fim de me preencher.
Empanturrar-me de comida a fim de não sentir.
De não sentir o vazio que há.
Há um vazio em todos.
Buscamos preenche-los de diferentes formas.
Carros, jogos, vícios.
Bolsas, sapatos, cintos.
Sinto muito, meu amigo.
Mas isso já não é suficiente.
O amor.
Polêmica da humanidade.
Será dele a nossa fome?
Mitos.
Gritos.
Gente cansada...
Sim, a humanidade está cansada.
Sabe o que é?
Vemos o próprio umbigo.
Ouvimos, seguimos e idolatramos a própria voz.
A vaidade de um leão.
A isso damos nome de egoísmo.
Desabafos da madrugada.

E quem falou que a vida seria fácil?
Se alguém ousou fazê-lo, mentiu.
Sorriu para o mundo, a fim de falsificar aquilo que é a causa da busca incessante de todos os seres chamados humanos: a felicidade.
Haverá alguém que saiba de tudo que se passa no mundo e ao mesmo tempo senão Deus?
E num mundo único, aquele que existe dentro de um ser único, com idéias e sentimentos que também recebem o mesmo adjetivo: únicos?
Sim. Deus. E é só Ele.
Ele quem sabe das suas necessidades antes mesmo de você nascer.
Sabe quando o falar será uma dificuldade. O se abrir, se rasgar e se expor será uma tortura.
E é assim que nascem os poetas.
Poetas nada mais são do que pessoas pobres em palavras, pobres em diálogos, pobres em falas. E tamanha é a pobreza dessas pessoas que são recompensadas com um dom divino de não deixar-se enlouquecer de sentimentos tão brutais e fortes que batem nas paredes internas dos órgãos, que coçam as cordas vocais, mas que não tem forças para sair. Esse dom chamou-se poesia.
Nelas, o escape, o alívio, a oração.
O pensamento, o abstrato, de uma forma concreta.
Ah, quem me entender nessas palavras, por favor, me diga.
És poeta, és irmão.
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