segunda-feira, 29 de março de 2010


Confiança é como bexiga.
Uma mísera bexiga murcha.
Você faz todo esforço com os pulmões, com os lábios e com as mãos, para enchê-la.
Você não desiste.
Se lhe escapa do controle, voa tudo.
Mas você a pega novamente.
Não mais nova. Há vestigios do uso.
Com toda persistência, recomeça a tarefa.

Uma agulha. Uma ponta.
A estoura.
Fim.

domingo, 28 de março de 2010



Sexto sentido existe, sim.
E chego à conclusão que seu sinônimo é Deus.
É proteção.
Nada acontece por acaso.
E se você sonhava navegar por minhas entrelinhas,
Saiba que encontrou a pior maneira de fazê-lo.
Chegastes até aqui a nado.
E encontrastes uma ilha.
Bem-vindo, Robinson Crusoé.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O fabuloso destino das meias.


Para onde vão as meias enquanto dormimos?
Para onde vão os prendedores de cabelo?
Para onde vão tantas coisas que perdemos no caminho?

Eu não sei.
Não trarei resposta alguma neste poema.
Apenas a desilusão de minha ignorância.
Pudera eu, recuperar tudo.
Recuperar não uma meia, ou algum objeto.
Isso o dinheiro compra. Foi apenas metáfora.
Pudera eu recuperar o dia perdido.
O pôr-do-sol inesquecível.
As palavras ditas na velocidade de uma flecha,
Mas uma flecha errada, que não permaneceu em seu alvo.
E aquele sorriso?
O frio na barriga!
Um olhar desajeitado.


Oportunidades não voltam.
Costure suas meias,
Senão poderá se arrepender.

quinta-feira, 18 de março de 2010


Mulheres gostam de ter o total controle da situação, mas esquecem de trocar a pilha.
Mulheres gostam de ter a massa do pão em suas mãos, mas esquecem de colocar o fermento.
Têm flores, mas não regam.
Têm espinhos, mas não cortam.
Têm TV, mas nunca mudam de canal.
Têm manuais, mas não sabem ler.
Têm lápis de cor, mas perdem a habilidade que tinham quando crianças.

Mulheres são mesmo culpadas pelo fracasso dos relacionamentos.
Ou será que são os homens que fazem de tudo para nos sentirmos assim?

Com venda nos olhos,
Não enxergamos os outros.
Não enxergamos nós mesmos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

nonsense


Era uma festa. Festa de família. Festa de gente estranha.
Eu e minha prima.
Só observando.
Chegam os donos da casa.
Bêbados.
Conversa vai, conversa vem.
O magrelo some, o bonito fica.
A prima vai ao banheiro.
Clima.
O aproximar para um beijo...
Quando de repente ele abre a boca:
‘Você está com uma espinha na testa’
Sorriso amarelo meu.
Selinho apenas.
Pensamento:
‘Será que ele beija com chiclete?'
A prima sai do banheiro.
Com uma roupa vermelha do tipo indiana...
A dançar, dançar loucamente!