quarta-feira, 25 de novembro de 2009


A poesia reflete minha alma.
E nela, hoje, não encontrei calma.

Encontrei impecílios,
vícios,
foras,
amoras,
brigas e raivas,
saudade
vontade.

Acho que encontrei amor.
Acho que hoje, minha poesia reflete você.
Meu bem.
Meu mal.
Minha poesia.
Minha fantasia.


Quem é você, quem é você?
Saia detrás dessa TV.
E venha comigo correr na primeira chuva que cair...

Quem é você, quem é você?
Todos assistindo o mesmo programa,
Mas você, quem vê?

Aonde foram suas opiniões?
Será que as encontro em vagões,
Do trem para o infinito?
Impossível de achá-las.
Foram canalizadas e transformadas
Em massa de pão.
Massa de pão, pão da massa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


O que você faria?
Deixaria a racionalidade de lado, todas a verdades humanas que lhe foi ensinada, para viver um conto?
Conto-de-fadas.
Conto-de-risco.
Conto não tão conto assim,louco.
Vampiros. Lobos.
Viver um assombro, mas também um prazer.
Aluscinação, delírio.
Emoção e tensão.
Incomparável a nada, nunca sentido antes.
Frio.
Calor.
Gelo.
Fogo.
Dicotomia inspiradora.
Brincadeira séria.
Sedutora.

terça-feira, 10 de novembro de 2009


Más atrizes, com maus hábitos.
Roteiros trágicos e uma canção melodramática.
As vans sempre pertindo.
As falhas nos motores.
Os sustos ao espelho.
Os finais certos e felizes.
Os desencontros e desesperos.
As longas discussões.
As descobertas mais inusitadas.
As superstições.
Os lugares mais improváveis, ou os mais comuns.
Os cafés fingidos.
As bebidas já quente, esperando...

Mas hoje, meu bem, podemos fazer tudo diferente.
Pode não ser tão censo comum ou tão colorido como nos filmes.
Mas será nossa.
Nossa história.
Diretores do nosso próprio fim.
Te espero no último trem das oito.

domingo, 8 de novembro de 2009


De costas pra mim, agarrado com ela, pescoço virado.
Olhares, olhares, olhares.
Música, música, música.
Atração fatal,
Uma história inacabada,
e o desejo de terminá-la, continuá-la, ou, se pensar melhor, começá-la.

Tempo.
Só o tempo.
Vida
Dura vida.
Desejo,
Louco.
Louca eu,
louco ele.
Loucos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Como você lembra de mim?
Como a menina que passava em frente o seu local de trabalho quase todos os dias, timidamente, apenas para te ver sorrir?
Como a garota que chegava na escola todos os dias de manhã com o olhar cansado e sonolenta?
Como a vizinha que varria a calçada esperando que você saisse pelo portão?
Como a suposta fã de basquete, que tentava entender um pouco das regras para ter assunto para puxar?
Como aquela guria brega supostamente nerd, com os óculos pesando sobre o nariz e as milhares presilhas no cabelo?
Como uma pessoa que te fez rir do mico que pagou?
Como aquela jovem que pegava o mesmo ônibus todos os dias, e ao seu lado permanecia, sem que uma palavra fosse dita?
Como aquela que te ofereceu carona em seu guarda-chuva?
Como aquela bêbada que caiu em uma festa e você ajudou a levantar?
Como uma mulher, de decote e cigarro na boca?
Como aquela paquerinha que te fez parar o caro em algum lugar o mais rápido possível, pois precisava fazer xixi?

Não importa como.
E sim o sim.
O saber e a certeza que você lembra.
Lembra de mim.

sábado, 24 de outubro de 2009


Tudo o que eu queria, é ter o controle.
O controle dos meus sonhos.
O controle do meu eu virtual.
Pois descobri, que andei por ai...
Andei caminhando nos teus sonhos.
E eu não sei se isso é bom ou ruim.
Não sei como me portei.
Se fiz o que não deveria, ou deixei de fazer algo importante.
Pudera eu ser eu por inteira.
Eu física
Eu química
Eu história
EU geografia
Eu filosofia
Eu arte
Eu movimento
Eu sonho.
Eu,
apenas eu.

domingo, 18 de outubro de 2009


De um lado, para o outro,
Percorrem o céu vazio
Em um desespero absurdo.
Esbarram, trombam, cruzam e beijam,
As gotas da chuva.

Assustadas pelo tremor do grande mestre,
Buscando refúgio ou chão seguro,
Elas continuam a cair
Cair.
Cair

Mas tal queda não é eterna.
Assim como os sonhos derrotados,
Os pés o chão alcançam,
E nos paralelepípedos e asfaltos dançam.

E por fim, ao chão,
Reúnem-se em uma coisa só.
O todo.
O conjunto.
O comum.
A enxurrada.

Para todos os iguais, o mesmo fim:
Bueiro.
Esgoto.
Evaporação.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Distração


Segundo o nosso querido Aurélio, distração é desatenção, divertimento, descuido, ocupação.
Para os professores, é qualquer coisa que desfoque a atenção dos alunos: gominhas de mascar ,fofocas do fim de semana, bilhetinhos a rolar...
Para os que esperam na fila do banco, é aquela palavras-cruzadas, aquele livro de bolso que não cabe no bolso, ou um joguinho no celular.
No banho, a distração é outra. Ler embalagens de xampu é uma boa idéia.
Distração no trabalho é aquela piada que acaba de chegar ao seu e-mail, aquele cara gato ou aquela gostosa que passa olhando para sua mesa...
Mas, distração, em outra dimensão, é um presente.
Sim! Daqueles que você não espera.
Só acontece quando se encontra em tal estado de espírito.
Distraia-se.
Presenteie-se!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009



Um bar muito agitado. O funk rolando no ar. Poluindo. Incentivando. Excitando.
Uma menina requebrando até o chão. Sem escrúpulos. Sem pudor.
Um menino babando. Babando por ela. Cobiçando o molejo.
Música vem, música vai...
Eis que uma fresta de coragem surge.
Não há assunto pra puxar. Não há muito que falar.
Apresentações: Rodrigo ele. Denise ela.
Papo vem, papo vai...
Papo acaba!
E agora?!
“hey, que signo você é Denise?”
“Sou de sagitário e você?”
Arrependimento.
Se não matou, corou.
“Sou virgem”!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Insônia.
Não cheguei a acordar, pois dormir não foi possível.
O melhor a fazer, é colocar no papel, idéias.
Idéias que, muitas vezes, se desfizeram, desinfetaram, escafederam.
Deixei-as passar, como deixe muitas vezes, a paixão.
Paixão que é sinônimo de passageiro.
Algo simplesmente que não se contenta em permanecer, apenas em existir para contar história.
História que deixei de viver, de contar, de narrar... pelo simples e irreversível fato de ser doente.
Isso mesmo, sofrer, como tantos humanos, da doença contagiosa que se chama Preguiça! Cientificamente falando, a priguicitis agudas.
Remédio?
Ahn sim. Existe. Descobri e me mediquei por conta própria.
Se foi overdose eu não sei.
Porém, acho que imaginação demais, não faz mal a ninguém...

Aqui vos deixo então, meus caros, a receita.
A minha receita e conceito de felicidade.
Não as darei pronta. Claro que não. Seria muito fácil.
Darei, na medida do possível, ingrediente por ingrediente.
Passo por passo.
A felicidade, as coisas boas, não se comem cru, se amadurecem.
Amadurecei suas idéias, pensamentos, e finalmente, deixe-os parir, para longe de você,
Para perto de alguém.
Seja para alguém.
Seja!

sexta-feira, 27 de março de 2009

filosofando...

Andando pela rua em uma tarde nublada e escutando meu mp3, me questionei : “Por que mudar de música compulsivamente se eu gosto dessa que está tocando?”
Para poder escutar pedaços de todas enquanto faço meu percurso? Para ter realmente certeza de que preferia a anterior?
Junto dessas perguntas me veio em mente tantos outros exemplos do dia-a-dia em que optamos por trocar as coisas e , com maior gravidade, pessoas!
Sim. Trocamos facilmente de amizades simplesmente porque houve uma briga , ou porque você acabou descobrindo que aquela pessoa possui defeitos assim como todo mundo, e todas as coisas boas e qualidades são deixadas para trás.
Nos relacionamentos homem-mulher existem milhares de exemplos nos quais pequenos motivos levam a grandes separações .
Grandes motivos: a falta de compreensão do companheiro, a falta de carinho e atenção , o egoísmo, o sentimento de inferioridade, a família do cônjuge!
Pequenos motivos: um nariz torto, uma bunda pequena , celulites por todo o corpo , um dia de TPM !
Então me perguntei: por que a sociedade chegou a tal ponto? Qual a causa e o motivo de tudo isso?
Tirando as razões que a própria raça humana é capaz de dar, a fraqueza da carne e todas aquelas baboseiras que as mulheres estão cansadas de escutar como desculpas e de sentir na pele todas as conseqüências , há um motivo histórico-científico que comprove tal comportamento humano.
Vou soletrar para ficar mais fácil compreender:
C-A-P-I-T-A-L-I-S-M-O e G-L-O-B-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O !

Por que será que antigamente as famílias eram de longa duração, os casamentos não acabavam por qualquer besteirinha e era muito mais fácil encontrar alguém que fosse chamado de “amor da minha vida” ?
Por que será que as coisas tinham mais valor?
Minha avó sempre contava como funcionavam as coisas em sua época : enquanto sua mãe lavava seu vestidinho, ela ficava trancada em seu quartinho esperando ele ficar seco e limpo!
Hoje? É muito simples: compre outro! Caiu um botão? Compre outro vestido! Manchou um pouco a barra? Compre outra calça! O pé cresceu? Vá até a loja de calçados e compre vários outros pares do tamanho e modelo novo. O ano passou e as propagandas estão mostrando mercadorias completamente diferentes das que você possui? É muito simples! Vá ao centro mais próximo – o que não vai ser difícil de encontrar- e compre tudo novo! Mobilhe sua casa , tornando-a nova e troque todo seu guarda-roupa! Esteja sempre na moda!
Estes exemplos tão comuns e que todos nós já estamos acostumados e manipulados com isso, são conseqüências da mesma causa que tornou frágil os relacionamentos humanos: somos todos mercadorias nesse mundo capitalista! Tudo gira em torno de um único interesse que rege a nossa economia : Consumir sempre mais.
Tudo está preso em uma grande cadeia global. Uma coisa leva à outra...
Se você compra aquele novo modelo de celular , contribuirá com a rede de telefones ( Claro, TIM, Vivo, Oi, etc...). Contribuindo com as redes, seus funcionários poderão ter um maior poder aquisitivo e contribuirão para outras empresas. Contribuindo para as outras empresas, o meio-ambiente estará cada vez mais ameaçado. Pode ter certeza que rios estão sendo poluídos, florestas estão sendo devastadas , o ar está se tornando cada vez mais propício para tornar a vida das cidades grandes doentias e comprometendo com a saúde de todos. Somos causadores e vítimas de nós mesmos! Presa e predadores . Flecha e alvo da nossa própria espécie.
Não. O mundo não vai acabar assim de um dia para o outro como alguns acreditam. O mundo não vai simplesmente sumir ou deixar de existir. Somos nós quem deixaremos o mundo. Só sem a nossa presença quem sabe a natureza consiga se reorganizar novamente e evoluir como a milhares de anos. Acredito que se isso acontecer, a chamada tal evolução estará mais evoluída e tomará cuidado para não criar um novo ser que seja humano. Quem sabe não sejam as borboletas que governem o mundo? Tudo seria perfeito. As pequenas borboletas governando os leões. Seria um sinal de que na nova era que surge, não há diferenças tamanho não significa nada!
Bom, parando de sonhar sobre o futuro do planeta e voltando à realidade...eu acredito com toda a fé que a nossa vida é um mero reflexo de nossos pensamentos. A humanidade se encontra como está hoje- em todos os sentidos, desde os bons até os maus- pois nossos antepassados tiveram algo em mente. Atraíram e construíram aquilo em seu mundo. As grandes descobertas das quais hoje desfrutamos como o avião ou uma simples receita de bolo é fruto de desejos de pessoas que desejaram aquilo e procuraram ardentemente tornar seu sonho uma realidade. Elas sabiam que tinham o controle e o poder em suas mãos. Não podiam apenas sentar e ficar esperando seus sonhos caírem do céu e serem reconhecidos pelo que não fizeram. Muito pelo contrário. Se empenharam realmente para que tudo saísse do “SE”.

Esse texto, como tantos outras historinhas que contamos aos nossos filhos, não terá um fim feliz ou, pelo menos, definido. Está em suas mãos escolher como essa historia acaba...

terça-feira, 24 de março de 2009

Sim-não

Para cada sim, existe um não.
Para cada não, um destino negado, adiado ou descartado.
Não se pode ter tudo ao mesmo tempo
E o tempo, perverso e egoísta
De nós exige escolhas.

Que paradoxo.
Escolhas tão grandes que são representadas por palavras de apenas 3 letrinhas: ou sim ou não.
O talvez não existe.
O talvez seria , se não fosse o Sr. Sim e o Sr. Não.
Que de tão pequeninos ,
Disfarçam o coração.
A decisão.
E os erros de Adão.

terça-feira, 3 de março de 2009

VERdade...

A verdade a ver navios...
Mas, o que é a verdade?
Nada é certo, mundo incerto.
Pontos de vista. Turistas.

Tudo relativo...
A sombra e o ponto de referência.
Tudo muda de lugar.
É só querer olhar.

Ver, olhar...
Não são sinônimos.
Olhar é apenas utilizar seus olhos superficialmente.
Ver é ir além. Ver é coração. Ver é verdade.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ás minhas bests

Nem que eu quisesse tiraria vocês da minha vida
Minhas memórias e lembranças viriam
Trazendo tudo o que foi bom, tudo o que vivemos juntas
E não deixariam que se apaguem .
Está tudo gravado, escrito e selado!

O abraço, o sorriso de um palhaço, o ombro amigo
Conforto. Carinho. E compreensão.
Com vocês cresci - em estatura e coração- aprendi, ri e chorei.
Brigamos, algumas vezes. Fizemos as pazes, sempre!

Os melhores momentos? Vocês estavam lá.
Cinemas, brigadeiros, festas, rua, pequenos porres.
Carnaval, praia e escola.
Em todos os momentos, vocês estavam lá.

Obrigada , amigas!
Pelo tempo que dedicaram à nossa amizade, à nossa rosa.
Uma flor que por mais que adormeça ou se ausente,
Jamais morrerá.
Vocês são para sempre!
Amo!

Controle perdido.

As luzes da cidade já não iluminam tanto assim.
A lua já não pode dar conta
Não dá conta de tanta escuridão.
Escuridão que sai do coração do bicho homem e se aloja em toda terra.
Maldades,guerras , roubos.
Estupros, violência , carência.

Carência de amor,
Da luz maior que vem do Sol
Dos dias que não voltarão jamais,
Os dias de paz que nem nossos pais conheceram.

Os dias a mais que todos sonhamos.
Mas que de tanto sonhar, não realizamos.
Apenas planejamos, planejamos, planejamos...

E então tudo sai do controle.
Do controle que nos rege.
E o planeta a cada dia pede...
Um pouco mais de paz!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Casualidade*

Num desses encontros casuais...
Espera-se por tudo. Deseja-se tudo. Tudo é desejo.
Olhos notam. Olhos despem . Olhos desnudam.
Olhos mais eficazes do que as mãos.

Olfato procura em uma longa inspirada
Encontrar vestígios do passado
De um perfume usado em uma data especial.
Olfato é memória. Olfato é lembrança.

Lábios?
Serrados. Semi-cerrados. Mordidos e fechados.
Lembrando o gosto, o desejo e a volúpia.
Lembrando a intimidade vivida.

Por fim,
Aos disparos vem o coração
Que não deixa esquecer, por alguma razão,
Tudo o que foi. Tudo o que existiu.
Tudo o que restou, de encontros casuais...

.'.'.iLuSãO.'.'.

Um dia a gente descobre que tudo é ilusão.
Mentira, farsa e ilusão.
Não existem Papai Noel, coelhinho da Páscoa e nem lobisomem.
Historinhas são apenas historias.
Realidade é bem diferente do que me foi apresentado na infância.

A vida não é como os desenhos que fazia no jardim ...
Colorida, ensolarada e que com uma borracha , pode ser mudada rapidamente.
Não há borrachas para os erros que cometemos.
Há apenas arrependimento e propostas de mudança – com ou sem efeitos.

Mas o que seria de mim sem pensamentos , loucura e devaneios?
Não, não há vida sem os sonhos e sem contos.
Sem a comédia, tudo é drama, é ação e terror.

O cinema e os livros nos salvam desse mundo real
Trazendo vida para os dias comuns.

Trazendo o que todo ser humano necessita para curar o tédio :
Loucura , enganação e muito tempero!