terça-feira, 22 de junho de 2010

Costurar...


Vamos costurar, vamos costurar menina.
Que seja uma boneca de pano,
Um vestido de chita,
Ou uma meia para a nova visita.

Vamos costurar menina,
Você já cresceu.
As bonecas abandonou.
O vestido, curto ficou.

Mas não páre de costurar...
Ainda há aquela ferida, lembra?
Que você tapou com band-aind e não deixou cicatrizar?
É ela mesmo, vamos lá, vamos lá...
Está na hora de sarar!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

É tarde, é tarde, é tarde.


O tempo é curto. O tempo é curto minha gente.
E o que você tem feito?
Trabalhado horas a fio, conversado com as pessoas queridas apenas pelo telefone e e-mails?
Lavado a louça dos banquetes?
Como diria o coelhinho da Alice: “É tarde, é tarde, é tarde!”
É tarde e você precisa se decidir, que rumo tomar, que máscara usar, que escolhas dirão quem você é.
Um caminho tortuoso às vezes é melhor que uma trilha reta e previsível.
As paisagens sempre iguais fazem os olhos buscar por um oásis.
Mas às vezes, para o navegante, o porto deve ser seguro.

Que tipo te define?
Quem tu és?
A cara ou a coroa?

A expectativa é algo que move os seres humanos. Expectativas de como será o primeiro dia de aula, de como será a sensação do primeiro beijo, de como será aquela viagem tão esperada ou do orgulho do primeiro emprego. Trato aqui um caso em particular.
Duas pessoas, uma de cada sexo. Uma cidade pequena, do interior. As fofocas eficientes boca-a-boca.
A garota já tinha ouvido falar o nome do garoto, bem mais velho. Já ouvira sobre sua beleza troiana. Já o vira algumas vezes, porém, ele não sabia de sua existência, até que se encontraram em uma boate. Ele a avistou. Gostou. Não exitou. Mesmo namorando, decidiu que queria conhecê-la. Msn. Isso mesmo. Pediu o msn da garota e daí por diante, vocês, caros amigos, já sabem. Muitas noites de insônia e conversa, conversas e risadas.
Meses se passaram. Meses férteis ou meses sem contato, e as duas pessoas se encontraram em um restaurante. A garota achou estranho ele estar sozinho. Descobriu que estava solteiro. E então, disse que não se chamaria mais fulana, se não conseguisse um beijo dele. As amigas a caçoavam, perguntando qual seria seu novo nome.
Em uma semana, dito e feito. Encontraram-se ao acaso. Não tão acaso assim, pois se deve considerar o tamanho da cidade. Saíram para dar uma volta. Algo convencional. O tão esperado aconteceu. O beijo aconteceu. Mas espere, pensou ela. Era para ser diferente. Era para a garota estar feliz. Mas não. Naquele momento, ela descobriu algo que lhe serviria de lição para toda vida: continuaria a se chamar fulana e, o resto, o resto não mudou nada. Sua vida continuava a mesmíssima coisa. Arnaldo Jabor entenderia perfeitamente em sua crônica sobre o bumbum de Juliana Paes. Fato que é um belo bumbum brasileiro, porém, ao ser conhecido, revelado a todos os esperançosos, tornou-se realidade o sonho de muitos. Acabaram-se as expectativas.
Há coisas que é melhor deixar no plano da ilusão, a conhecer tal palavra com a partícula “Des”.

quarta-feira, 9 de junho de 2010


O círculo

Círculo.
Circunferência.
Roda.
Bola.
Esfera.
Espera...

Não importa o termo,
Há sempre um retorno
As voltas sempre se completam.
Enquanto os pontos esperam
Pelo reencontro.

Nós, quem sabe, não somos unidades desse ciclo vicioso?
Nós, quem sabe, um dia nos reencontremos no ponto em que paramos.