terça-feira, 23 de novembro de 2010

eternizar


Onde foi que eu deixei meu sapatinho de Cristal, Cinderela?
E as minhas meias de lã, Papai Noel?
Cadê o cachecol da vovó?

Eu não sei.
Eu não sei.
Eu não sei o que escrever.

Escrevo para me sentir melhor.
Escrevo para me encontrar.
Nesse sol que reflete as minhas lentes de contato
e me fazem sentir falta
Do seu tato.

Que vontade de fazer uma tattoo.
Mas se você estiver apenas escutando esse poema,
Saiba que não é o animal.
Falo de marcas eternas na pele.

Aquelas que nem a água e nem o sabão tira.
Quero eternizar.

Reme, reme, reme.
Eu não sei pra onde a lagoa vai dar
Só sei que já deu.
Pra mim a vida agora é remar...

domingo, 21 de novembro de 2010

O último cigarro.


Me traga o isqueiro.
Me traga o fogo.
Apague o vento.
Traga-me.

Este pode ser nosso último cigarro.
Mas enquanto o relógio passar,
Haverá sempre um depois.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hey, vento.


A cortina, os diálogos, os risos
Não se encerram.
É apenas o Ato.
Que se finaliza, eterniza.

As palmas, os aplausos e as vozes permanecem.
Na mente de quem viveu, nada se esquece.
São apenas caminhos tortuosos.
É apenas o vento batendo na janela do meu quarto.
Perguntando se lhe permito entrar, vagar sobre os meus móveis e derrubar minhas fotografias.
Espalhar poeira sobre meus lençóis e apagar as marcas de batom de seu colarinho.

Hey,
Vento, fique aí fora.
Minha parede é de cimento.
E nossa felicidade não demora...
Não demora a se concretizar.

domingo, 7 de novembro de 2010

Você é...

Água mineral, água mineral,saco de lixo, fita marrom.
Cebola nacional, tomate saladete, carne moída especial, quiabo itimura.
Banana nanica, leite, leite, leite.
Bisnaguinha, achocolatado, condicionador,xampú.
Bis, sorvete napolitano.
Lasanha.
Macarrão fucilli, steak frango, molho knorr.

Como diz o ditado,
Você é aquilo que você consome.
Por favor, garçon, me vê uma batata frita!