Finalizo recentemente o livro “O extraordinário”, lido
em poucos dias. Como descrevê-lo?
Uma narrativa simples, mas ao mesmo tempo
extraordinária. Uma mesma história vista através de diversos ângulos, por
diversos personagens. Lentes diversas. August, um garoto diferente das outras
crianças, com uma doença raríssima que o fez passar por mais de vinte cirurgias
em poucos anos de vida. O resultado? Um rosto diferente e uma vida por milagre.
Esse é o nosso personagem principal, que vive em uma família maravilhosa e
compreensiva, que decide que é hora de seu menino ir além, de estudar em uma
escola de verdade, como as outras crianças. Mas a decisão é dele. E ele vai.
Enfrenta, como sempre enfrentou, olhares diversos e comentários dolorosos. As
pessoas sabem ser más e, ás vezes, instintivamente magoam aos outros em um
primeiro momento. Mas há tempo de repensar. Há sempre tempo de mudar de
opinião, de julgar além das aparências. E quem o August realmente é vence.
Quantos Augusts existem por aí afora? Diferentes em
meio a tanta gente igual?
Sofrem preconceitos, maldades e jugos. Quantos Augusts
nos inspiram? Vencem. Vencem o mundo e as próprias dificuldades... Como diz
o dicionário Larousse, são além do ordinário, são extra, de melhor qualidade. O
melhor que o homem pode ser.
Fonte da imagem: www.borboletando.org
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