Perfeição não existe.
Deixo-a para Deus.
Contento-me com o melhor.
Com meu melhor.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Carta para meu cachorro
Com direito a risos,
brincadeiras, carinho, chocolates, lágrimas, cuidados, amor...
Por você eu digo “He”, e jamais
“it”. Muito mais “He” do que muita gente merece.
Nego - por mais branquinho que
você fosse- te vi crescer. Nós Te escolhemos e te tiramos de perto da sua
mamãe, nos desculpe por isso. Mas lhe demos nosso melhor, e disso você pode ter
certeza.
Hoje me veio à tona na memória
várias lembranças nossas.
Lembro-me da maneira como eu te
cobria com uma cobertinha e te colocava em meu carrinho de bonecas, carregava
de lá pra cá nos corredores de casa como se fosse meu filho.
Você, todo sapequinha e
chocólatra que era, comeu o ovo trufado da Kopenhagen
que ficou sem querer em cima da cama. Quando chegamos em casa, não tinha mais
nada, a não ser sua boca toda suja de marrom.
Lembro como você adorava brincar
de esconde-esconde com a gente. Ficava todo feliz quando nos encontrava atrás
de alguma porta. E ganhava um ossinho como honra ao mérito.
Quando eu, mais crescida, descobri o que era a dor de uma
cólica insuportável ou a dor de sofrer por amor, você vinha se deitar ao meu
ladinho, como se sentisse a minha tristeza e dor, não é mesmo?
Sempre a alegria da casa. A festa a cada retorno ao final do
dia.
Meu amigo, sei que as coisas não ficaram fáceis pra você nos
últimos três anos. Sei que as suas perninhas perderam a força. Sei que seus
olhinhos e sua visão se embaçaram até que não pudesse ver mais nada. Sei que
aos poucos você não pôde mais nos ouvir te chamar. Eu sinto muito por tudo
isso. Mas obrigada por ficar conosco até quando você não aguentou mais.
Obrigada pela sua presença, por nos ensinar muita coisa que os humanos não são
capazes de ensinar.
Te amo e sempre amarei.
Saudades!
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