segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Edifício, é difícil


Um edifícil.
É difícil saber
O que de lá sai... o que entra...
O que existe ou deixou de o fazer.

O edifício da alma
Seria um rio, um atalho
Para quem quiser chegar.
Visitar o museu em um passeio raro.

Saber é uma faca.
Faca de dois gumes.
Fumo.
Um vagalume no escuro.
Um fruto.
Doce ou venenoso.

Escombros são só resquícios.
O hoje.
O jardim novo,
As flores que são regadas pelas chuvas do presente.
É o que importa.
O importante.
Nunca obstante, mesmo talvez...distante.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bem querer


A rosa muda.
De muda, de broto.
À flor, falante.
Do broto, um sopro
E eis que surge a vida.

Se tudo muda.
Talvez o porto não seja mais seguro.
Talvez a porta abra para um lugar escuro.
Mas há sempre janelas.

Nelas.
Sei que a canção trará você.
E levará o medo.
Um sopro e você...
Vai viver mais.
Viver atrás.
Sempre.

Não precisa de nexo.
Da puta queres o sexo.
Mas a gravata cortada
Só lhe trará de um amor verdadeiro.

Oh, quero saber o paradeiro.
Ou será que a fórmula, tem o padeiro?
Quero a massa.
Quero a casa...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Os pássaros e as notas da minha janela...


Os pássaros aqui da minha janela, são carros, motos, motores.
Aqui na minha janela, a vida é de fumaça.
As notas não são sol nem lá, são dó.
Daqui da minha vista, o tempo é pretérito.

Mas para quem não conhece lá.
Si um dia lá conhecer.
O dó será apenas dó.
E o sol brilhará junto a mi.

As pilhas, as milhas, as coisas todas..
Correndo, voando, e morrendo.
Sob a minha janela de cristais.
Eu vejo óculos, binóculos e o cais.

Mas eu sei que se um dia lá conhecer.
O sol brilhará junto a mi.
Junto a mi.
O Sol.