
A vida é um constante aprendizado. Quando criança, não temos a noção de espaço e de tempo. As horas pareciam infindáveis, e os anos...mais ainda. Aquela sala que você brincava parecia enorme, quase um salão de festas. Mas quando você retorna àquele mesmo lugar com uns fios de cabelo mais brancos, literalmente ou não, você descobre o quanto estava enganado, e põe-se a imaginar se a sala era realmente pequena, ou se foi você quem cresceu.
Passamos a vida inteira mudando nossas idéias sobre esses dois fatores: distância, tempo.
No ensino fundamental, aprende uma fórmula de física que dizia o seguinte:
V= delta S
_________
Delta T
Não é essa questão que quero abordar, porém, ao final, tirarei conclusões utilizando a ciência.
A parte que aqui quero escrever, é a parte não física, não científica, não apalpável. É a parte que envolve as emoções e o coração. Clichê? Talvez.
Porém nada melhor do que a experiência para discorrer sobre um assunto.
Aqui começo então, meu poema, minhas palavras, minha subjeção e divagação, caros leitores.
Não sei se rio,
Ou se choro.
Não sei se é rio, ou se é mar.
Se o nosso amor é par, ou ímpar.
Não sabia, até ontem, dizer eu te amo.
Mas em que ponto chegamos?
Nas escolas, nada disso se ensina.
Isso se aprende com o tempo.
Ora, que tempo é esse?
Que nos revira e nos revolta.
Como montanhas-russas,
E o nosso sorriso e cabelos, bagunça!
Ah, sim, o tempo,
Parece que estou começando a entendê-lo.
Você chegou pertinho de mim e me envolveu em sua lã,
Lanterna acalentadora.
Logo depois, me apresentastes uma amiga sua.
Uma tal, distância.
Ela veio tão abrupta, tão sem coração...
E não havia mais lã.
O que posso dizer sobre vós?
Sois, no momento, uma farsa.
Mas descobri que sou uma árvore.
Não de maçãs ou mangas...
Mas do fruto paciência.
Do fruto espera.
E esses frutos me dizem que,
Algum dia, não sei quando e nem aonde,
Faremos as pazes.
E não haverá mais pressa para que o tempo passe,
Desejos para que me desloque.
Pois estarei, onde, quando e com quem quero estar!
FINAL DA POESIA.
CONCLUSÃO:
A velocidade e a pressa com que vivemos, depende do tempo. Se a distância está intacta, depende somente do tempo...
Tempo esse que, se não aprendemos a amar, passamos a vida na espera, sem ações. Intactos.
É preciso força... e a fórmula dessa grandeza é:
Bom, deixa pra lá...
Caso esteja curioso, vá a uma biblioteca e pegue um livro de física...
Não perca tempo!



