sexta-feira, 18 de março de 2011

Considerações sobre espaço e tempo


A vida é um constante aprendizado. Quando criança, não temos a noção de espaço e de tempo. As horas pareciam infindáveis, e os anos...mais ainda. Aquela sala que você brincava parecia enorme, quase um salão de festas. Mas quando você retorna àquele mesmo lugar com uns fios de cabelo mais brancos, literalmente ou não, você descobre o quanto estava enganado, e põe-se a imaginar se a sala era realmente pequena, ou se foi você quem cresceu.

Passamos a vida inteira mudando nossas idéias sobre esses dois fatores: distância, tempo.

No ensino fundamental, aprende uma fórmula de física que dizia o seguinte:



V= delta S

_________

Delta T





Não é essa questão que quero abordar, porém, ao final, tirarei conclusões utilizando a ciência.

A parte que aqui quero escrever, é a parte não física, não científica, não apalpável. É a parte que envolve as emoções e o coração. Clichê? Talvez.

Porém nada melhor do que a experiência para discorrer sobre um assunto.

Aqui começo então, meu poema, minhas palavras, minha subjeção e divagação, caros leitores.



Não sei se rio,

Ou se choro.

Não sei se é rio, ou se é mar.

Se o nosso amor é par, ou ímpar.



Não sabia, até ontem, dizer eu te amo.

Mas em que ponto chegamos?

Nas escolas, nada disso se ensina.

Isso se aprende com o tempo.



Ora, que tempo é esse?

Que nos revira e nos revolta.

Como montanhas-russas,

E o nosso sorriso e cabelos, bagunça!



Ah, sim, o tempo,

Parece que estou começando a entendê-lo.

Você chegou pertinho de mim e me envolveu em sua lã,

Lanterna acalentadora.



Logo depois, me apresentastes uma amiga sua.

Uma tal, distância.

Ela veio tão abrupta, tão sem coração...

E não havia mais lã.



O que posso dizer sobre vós?

Sois, no momento, uma farsa.

Mas descobri que sou uma árvore.

Não de maçãs ou mangas...

Mas do fruto paciência.

Do fruto espera.





E esses frutos me dizem que,

Algum dia, não sei quando e nem aonde,

Faremos as pazes.

E não haverá mais pressa para que o tempo passe,

Desejos para que me desloque.

Pois estarei, onde, quando e com quem quero estar!



FINAL DA POESIA.



CONCLUSÃO:



A velocidade e a pressa com que vivemos, depende do tempo. Se a distância está intacta, depende somente do tempo...

Tempo esse que, se não aprendemos a amar, passamos a vida na espera, sem ações. Intactos.

É preciso força... e a fórmula dessa grandeza é:



Bom, deixa pra lá...

Caso esteja curioso, vá a uma biblioteca e pegue um livro de física...

Não perca tempo!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para o meu amor.


Eu queria tanto
Saber escrever e compor
Os meus mais lindos versos.

Eu queria ter você aqui,
Subirmos ao mirante
E deparar com o céu aberto.

Mira?
Tá vendo aquela montanha?
Lá atrás há um tesouro, uma história para contar.
Que os piratas esconderam.
Lá atrás há uma árvore,
Que as gralhas compreenderam.

Há um filme em cada um de nós.
Ou seria um livro?
Ou uma medalha de duas caras.
A dicotomia bem e mal.

Sei lá.
Já não sei.
Meus rins já não conseguem
A força para a marreta.
Um sorvete no nariz.
E o sorriso por trás de uma careta.

E assim são nossos dias. Felizes.
Que de raros,
Se tornam imortais.

sexta-feira, 11 de março de 2011

EXTRA, EXTRA: Mataram o palhaço!


Oh meu Deus, Oh meu Deus!
Andava eu pelas ruas, pelas catracas dos ônibus, pelas pombas da calçada!

Oh meu Deus, Oh meu Deus!
Não sabes o que vi.

Vi o palhaço estirado ao chão.
Mataram o palhaço!
Mataram o palhaço!

Ao meu redor, só pessoas de cara amarrada!
Só sonhos murchos e sem fecundarem o grão!

Uma canção para nós vivermos mais


Um ritmo, uma dança, um sorriso.
Tudo o que você pensar durante o dia,
Serar-lhe-á devolvido durante a noite.
Seus sonhos, seu sono envolvido.

Peço, por favor, suplico,
Por uma receita, um motivo.
Algo que nos ajude a viver mais.

Ontem, o vagalume, piscou para mim.
Sua luz me envolveu,
Fez-me querer eternizar.
Nos eternizar.

O terno!
Externo.
Mas também necessário.
O importante é o que vem de dentro,
A areia do vaso,
O oxigênio da água.

O importante é o presente.
Um presente que eterniza!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ahn, o café.


Hoje, pela falta de café, me permiti tomar uma xícara de chá.
Ontem, pela falta do café, comi leite condensado.
Antes de ontem, na ausência do café, bebi água.
No mês passado, quando o café já faltava, tomava suco.
Retrasado, groselha.

Permiti-me a não desanimar na falta de algo.
Resolvi não depender de nada.

O café,
Ahhh, o café!!!
Conto os dias para bebê-lo.
Só não posso me esquecer de passar no mercado e comprar pó.