quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As múmias de nossa existência



Assistir filmes clássicos é sempre muito bom! Hoje, o eleito da vez foi a Múmia, de 1932, e me fez refletir sobre as múmias da nossa existência: explicarei. No filme, uma expedição britânica descobre uma múmia de um sacerdote egípcio que foi enterrado vivo há três milênios. Ao se ler um pergaminho que foi encontrado junto, a múmia “ressuscita” e começa a causar problemas na vida das pessoas ao seu redor, sem impor limites em suas maldades, a fim de chegar a seu objetivo, que era sua alma amada da Antiguidade.
Às vezes nos deparamos com certos momentos na vida que são como múmias: eles são desenterrados do passado através de uma lembrança (uma imagem, um pensamento, um texto...) e que chegam para trazer confusão ao presente. Quem sabe um caso de amor mal resolvido, como no filme? Um sonho abandonado por alguma escolha? Um hábito que foi deixado para trás, e que de repente quer voltar a fazer parte do seu eu? Uma triste lembrança que vem a tona para destruir sua felicidade construída?
Várias coisas podem ser nossas múmias... Mas como resistir a elas? Elas têm um poder muito grande de hipnose, que podem causar cegueira momentânea. O importante é se conhecer. Como dizia o filósofo Sócrates: Conhece-te a ti mesmo. Sábias palavras. O importante é quem você é hoje, o que te trouxe até aqui, as escolhas que fez e que te tornaram o que é. Insatisfatório? Caso seja, por que não mudar? Sim, você é livre. Livre pra correr atrás de um velho amor. Livre pra derramar aquelas lágrimas que tanto foram evitadas em certas circunstâncias, apenas para não perder a postura de ‘forte’. Livre para ser e deixar de ser, eis a questão!

Fonte da imagem: http://ilusoesnoturnas.blogspot.com.br/2011/10/nostalgia-da-noite-mumia-1932.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Educação no Brasil e um bolo


Hoje parei para assistir ao documentário “Pro dia nascer feliz” e fui bem feliz na escolha. Na verdade, não tão feliz assim, pois ele mostra a triste realidade da educação no Brasil. É desanimador e, infelizmente, eu não vejo como esse quadro pode ser revertido por aqui. Pessimismo? Talvez. Ou talvez isso seja ter os pés no chão.
Não é de hoje, nem de ontem, mas desde que o Brasil recebeu esse nome tudo conspira para que a situação seja exatamente essa do presente. Lembremos um pouquinho... Quem foram os primeiros enviados pelos portugueses para colonizar nossas terras? Pelo que me lembro das aulas de história, foram todas aquelas pessoas que Portugal já não queria, foram pessoas que ofereciam algum tipo de “risco” para a sociedade portuguesa, de diferentes maneiras.
Enfim, não foram as pessoas com maior nível de educação, escolaridade, moral que se uniram e se procriaram.  
A gente sabe que o primeiro contato com a educação o indivíduo recebe em casa quando pequeno. E quão grande é o Brasil! Quantas e quantas pessoas de diversos cantos do mundo vieram para estas terras em busca de novas oportunidades... Esse país-continente virou uma mistura de raças, culturas e costumes. Isso é legal. Acho uma das características mais belas do brasileiro, toda essa miscigenação! Só que onde foi que nos perdemos no caminho? Quando paramos de lutar por um mundo mais justo? Parece que as coisas aqui foram acontecendo e as pessoas se conformando do mesmo jeito que a massa de um bolo toma a forma da assadeira. Tinha fermento? Sim! O Brasil cresceu, e muito! Mas é como se o bolo tivesse crescido em uma forma torta, com altos e baixos, é como se algumas partes no interior do bolo ainda estivessem crus. E sinceramente, eu não sei como consertar um bolo desses. Acho que comeria do mesmo jeito se precisasse matar minha fome, ou jogava fora se precisasse que ele ficasse bonito para alguma festa!
Triste, triste!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sobre médicos e cabeleireiros




Mulher é um bicho engraçado. Às vezes tem apego a cada coisa estranha: apego a uma presilha de cabelo, apego a um ímã de geladeira, apego àquela toalhinha de mesa. Mulheres são assim, e sem dizer ao apego que têm a seus cabeleireiros.
Quando se começa uma rotina em uma nova cidade, muita coisa muda. Muitos exercícios de desapego têm que ser feitos, principalmente quando a necessidade bate à sua porta. Dois deles realizados nos últimos dias foram ir a um médico desconhecido apenas procurando no guia médico do plano de saúde e outro é cortar as madeixas.
Ir a um médico desconhecido, sem recomendações de ninguém, não é uma coisa muito legal de se fazer, porém, necessária. Penso que só o fato de ter que ir a uma consulta médica é um porre e posso listar vários motivos.  Primeiro, você não está tão bem de saúde quanto gostaria. Segundo, ir a médicos implica ter a consciência que você pode ficar horas esperando para ser atendido, e quando o chamam, a consulta que você pagou uma fortuna pode durar apenas dez minutos. Terceiro, os médicos. Assim, não gosto de generalizar, mas é uma coisa que noto com muita frequência: é difícil achar um médico que torne aquele momento mais ameno. Muitas vezes há um tom de superioridade e status social que permeiam entre médico e paciente. E como o próprio nome já diz, é necessário ser paciente! Na minha última consulta, após ser recomendado que ficasse de repouso por uma semana, sem fazer esforços ou subir escadas, me expliquei que morava no segundo andar e que seria meio difícil evitar completamente esta última recomendação. O que eu ouvi da boca de um médico? “Isso não é problema meu, se quiser melhorar vai ter que fazer isso!” Indignação! Como pode??? Sim, pessoas mal humoradas contagiam seu dia logo de manhã, e o ministério da saúde adverte: Evite ir a médicos no período da manhã, pois pode ser prejudicial ao seu rendimento e ao seu nível de felicidade diário!
Continuando com a aventura de se viver em uma nova cidade: Seus cabelos continuam crescendo! Que bom! E aquela cabeleireira, única, exclusiva, que cortou seu cabelo desde criancinha, está nada mais e nada menos que há 700 quilômetros de você! É hora de cortar o cordão umbilical, ops, digo, os cabelos com uma nova pessoa!
No final das contas, apesar do medo que você sente em se entregar às novas tesouras, você sai do salão aliviada e contente com o resultado!
Isso é... crescer!