Assistir filmes clássicos é sempre
muito bom! Hoje, o eleito da vez foi a Múmia, de 1932, e me fez refletir sobre
as múmias da nossa existência: explicarei. No filme, uma expedição britânica
descobre uma múmia de um sacerdote egípcio que foi enterrado vivo há três
milênios. Ao se ler um pergaminho que foi encontrado junto, a múmia “ressuscita”
e começa a causar problemas na vida das pessoas ao seu redor, sem impor limites
em suas maldades, a fim de chegar a seu objetivo, que era sua alma amada da
Antiguidade.
Às vezes nos deparamos com certos
momentos na vida que são como múmias: eles são desenterrados do passado através
de uma lembrança (uma imagem, um pensamento, um texto...) e que chegam para
trazer confusão ao presente. Quem sabe um caso de amor mal resolvido, como no
filme? Um sonho abandonado por alguma escolha? Um hábito que foi deixado para
trás, e que de repente quer voltar a fazer parte do seu eu? Uma triste
lembrança que vem a tona para destruir sua felicidade construída?
Várias coisas podem ser nossas
múmias... Mas como resistir a elas? Elas têm um poder muito grande de hipnose,
que podem causar cegueira momentânea. O importante é se conhecer. Como dizia o
filósofo Sócrates: Conhece-te a ti mesmo. Sábias palavras. O importante é quem
você é hoje, o que te trouxe até aqui, as escolhas que fez e que te tornaram o
que é. Insatisfatório? Caso seja, por que não mudar? Sim, você é livre. Livre
pra correr atrás de um velho amor. Livre pra derramar aquelas lágrimas que
tanto foram evitadas em certas circunstâncias, apenas para não perder a postura
de ‘forte’. Livre para ser e deixar de ser, eis a questão!
Fonte da imagem: http://ilusoesnoturnas.blogspot.com.br/2011/10/nostalgia-da-noite-mumia-1932.html
Lindo Rafa, me identifiquei muito!!! Parabéns pelo blog!
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