sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Educação no Brasil e um bolo


Hoje parei para assistir ao documentário “Pro dia nascer feliz” e fui bem feliz na escolha. Na verdade, não tão feliz assim, pois ele mostra a triste realidade da educação no Brasil. É desanimador e, infelizmente, eu não vejo como esse quadro pode ser revertido por aqui. Pessimismo? Talvez. Ou talvez isso seja ter os pés no chão.
Não é de hoje, nem de ontem, mas desde que o Brasil recebeu esse nome tudo conspira para que a situação seja exatamente essa do presente. Lembremos um pouquinho... Quem foram os primeiros enviados pelos portugueses para colonizar nossas terras? Pelo que me lembro das aulas de história, foram todas aquelas pessoas que Portugal já não queria, foram pessoas que ofereciam algum tipo de “risco” para a sociedade portuguesa, de diferentes maneiras.
Enfim, não foram as pessoas com maior nível de educação, escolaridade, moral que se uniram e se procriaram.  
A gente sabe que o primeiro contato com a educação o indivíduo recebe em casa quando pequeno. E quão grande é o Brasil! Quantas e quantas pessoas de diversos cantos do mundo vieram para estas terras em busca de novas oportunidades... Esse país-continente virou uma mistura de raças, culturas e costumes. Isso é legal. Acho uma das características mais belas do brasileiro, toda essa miscigenação! Só que onde foi que nos perdemos no caminho? Quando paramos de lutar por um mundo mais justo? Parece que as coisas aqui foram acontecendo e as pessoas se conformando do mesmo jeito que a massa de um bolo toma a forma da assadeira. Tinha fermento? Sim! O Brasil cresceu, e muito! Mas é como se o bolo tivesse crescido em uma forma torta, com altos e baixos, é como se algumas partes no interior do bolo ainda estivessem crus. E sinceramente, eu não sei como consertar um bolo desses. Acho que comeria do mesmo jeito se precisasse matar minha fome, ou jogava fora se precisasse que ele ficasse bonito para alguma festa!
Triste, triste!

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