
Um brinde àquela dor.
Sim, aquela.
Aquela que não cessa, mesmo com a presença.
Pois sabe-se que nos minutos que seguirão, haverá ausência novamente.
Um brinde àquela dor.
Àquele soco de luvas de boxe.
Àquele mergulho que falta o ar.
Àquela batida do pé na quina da cama.
Um brinde aos dias que não passam.
Ao telefone que não toca.
Ao abraço no monstrinho de pelúcia antes de dormir.
Um brinde ao ciúme de qualquer coisa que lhe ocupe o tempo.
Aos momentos, à tudo que foi bom. Sem eles, não haveria a razão do nosso brinde maior, à ela,
à SAUDADE!
