quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um brinde agri-doce.


Um brinde àquela dor.
Sim, aquela.
Aquela que não cessa, mesmo com a presença.
Pois sabe-se que nos minutos que seguirão, haverá ausência novamente.

Um brinde àquela dor.
Àquele soco de luvas de boxe.
Àquele mergulho que falta o ar.
Àquela batida do pé na quina da cama.

Um brinde aos dias que não passam.
Ao telefone que não toca.
Ao abraço no monstrinho de pelúcia antes de dormir.

Um brinde ao ciúme de qualquer coisa que lhe ocupe o tempo.
Aos momentos, à tudo que foi bom. Sem eles, não haveria a razão do nosso brinde maior, à ela,
à SAUDADE!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

sapatinho pleno


Coloquei meu sapatinho,
Na janela de meu bem.
Que cheio ficou, por alguém.

Foi o tempo quem trouxe o tempo.
Semana esta, que não conseguimos simplesmente passar.
Passar seria simples, comum.
Mas veio o raro
Para, aí sim, durar, cuidar, deliciar...

eternizar...
Tempo, eu quero esse tempo, pra sempre.
Me vê esse presente para o próximo Natal?
Grata!

Ps: Meu pézinho parou de crescer... meu sapatinho é o de tamanho 35, por favor, não vá errar!