
Andava pelas ruas à noite.
O frio lhe cortava a nuca, e o peso dos livros faziam doer-lhe as mãos.
O caminho de casa já estava cessando.
E uma brincadeira que fazia consigo mesma a distraía.
Reparou nas pessoas com as quais cruzava na calçada: falavam sozinhas.
Uma música americana saltava dos lábios de um gordinho, que a acompanhava com seu fone de ouvido.
Um palavrão saia da boca de um moleque. Quem sabe nã teria se lembrado que esqueceu de alguma coisa.
Uma moça, cabelos no rosto, conversava... Não consegui escutar o monólogo... o barulho dos carros não permitiam.
Deu risada.
- Quanta gente estranha que fala sozinha!
Olhou ao seu redor. Ninguém . Apenas pessoas que a olhavam estranho.
Estranha!
Abriu o portão e entrou em sua casa.
