
José não está bem.
José acha que está na hora de retomar a poesia.
Não é que José seja mal agradecido com as circunstâncias, mas...
Na felicidade é difícil escrever.
Dias felizes querem música e poesia já prontas.
Melodias já cantadas. Apenas para sentir.
Hoje, Hoje foi diferente.
Amanheceu frio.
O telefone tocou e era Maria do outro lado do mundo.
Maria fez José sentar em um restaurante, pedir seu prato feito e derramar suas lágrimas escorridas por detrás dos óculos escuros no copo do suco de laranja.
Fez José ser observado pelas pessoas que perto estavam dele no ônibus, inclusive o cobrador.
José chorava, chorava e chorava.
E mandava embora suas lágrimas com a descarga.
Secou-se e lavou rosto.
Estava pronto para o trabalho.
Concentrar-se era difícil.
Sentia saudade, amor e raiva.
Maria não estava mais lá.
Maria era só o tu tu tu do telefone.
Nenhum comentário:
Postar um comentário