terça-feira, 31 de agosto de 2010

Panem et circenses


Na Roma Antiga, havia uma política na qual o governo providenciava ao povo comida e diversão (pão e circo) para que se amenizassem as reclamações.
Creio que hoje não é muito diferente. Bom, um pouco.
Estava pensando a respeito do futebol. Era para ser apenas um esporte, mas em nosso país, é sagrado, e ai de quem o desrespeite. Em nosso país, pára-se de trabalhar por causa de um jogo. Estudantes faltam da aula para assistir o tão esperado momento nas telinhas. No nosso Brasil, amizades são destruidas e até mesmo mortes acontecem por causa de rivalidades entre os times. Aqui, na nossa terra de terceiro mundo, o investimento e a grana que envolve tal esporte é enorme. Muitas crianças desde pequenas alimentam o sonho de serem jogadoras de futebol quando crescerem. Mas muitas vezes faltam alimentos para o corpo. E é exatamente por isso que a nossa política se diferencia da de Roma. Não queremos só diversão. Queremos, como diz a música dos Titãs, comida, diversão e arte. Comer, fazer amor, prazer, dinheiro, felicidade, entre muitas outras coisas.
Perdoem-me os fãs de futebol, pois a crítica não é essa. A crítica é sobre a política, é sobre a mídia, é sobre o poder e o capitalismo. A crítica é sobre os grandes que mantém programas que distraiam a população dos problemas maiores. É sobre os mantenedores que investem bilhões de dinheiro em um esporte, mantém milhões de brasileiros com a bunda no sofá, inertes e com uma felicidade opaca e um sorriso superficial. Faltam sorrisos verdadeiros da alma e do estômago. Do ego e do emprego.
Vamos sorrir.
As eleições estão aí.
Nada de tapar buracos superficialmente. Nada de remendos.
Vamos sorrir com a alma.
A hora é agora.

sábado, 28 de agosto de 2010

O pincel

O pincel a bailar
Dava cor à saia da cigana,
Dava movimento aos seus braços
Dava vida ao palhaço.

O pincel,
Fazia o vai-vem das ondas do mar.
Mostrava ao vento a direção a tomar.
Brincava de azul, brincava de céu.

O meu pincel, violento e teimoso,
Passava horas, a pintar um moço
Ele era de vidro, era de linho.
Mas era meu.
Meu.

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Somos feitos de carne, osso e hábitos.
Os dois primeiros, intrínsecos e instintos,
Comuns e senso.
Hábitos: estes sim!
Nosso eu, nossa individualidade.
São eles quem definem nossas verdades!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desabafo

Cansei da minha rouquidão,
Da minha falta de palavras, de expressão.
De engolir xaropes e chás que o tempo insiste em me entregar.
Fazendo que me sinta doente, sem razão.

Cansei de não saber o que dizer,
De dizer errado,
De errar sempre,
Pela falta ou pelo excesso.

Cansei da falta de timbres e letras.
Letras e timbres.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
(tudo o que vejo são apenas pontos...)
!
?

Odeio minha falta de habilidade com as palavras.
O meu silêncio me irrita!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Novo, já!


Não,
Eu não agüento mais ficar doente.
Senta aqui pra gente conversar.
Sim,
O ano novo está chegando
Qual a cor da saúde, que a calcinha eu vou pintar.

Já tentei,
Já tenho amor, paixão e fé.
A banda começou e a nossa música nem tocou.
Vamos mudar, vamos mudar.
Ano novo, desta vez, por favor, sem perder o anel.

Ano novo,
Esqueça o lirismo dos bêbados.
Esqueça aquele novo que velho ficou.
Agora é você, e só.
Então sejas para mim, um refúgio, um mergulho, um salto para a vida.
Oh meu Deus,
Oh meu Deus,
Deixe-me acordar.
Ainda estamos na metade do queijo, vai demorar pra terminar.
A outra metade já roubada, não vai voltar.
Mas não sejas tolo,
Sempre resta uma metade.
Vou me lambuzar!
Faca, cadê você?
Não, não, não.
Não vou te ajudar.
Vai com tudo vai com a mão.
O sabor, melhor sentirá.