quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


“Por que sempre eu quem tenho que te ligar? Por que você nunca liga?”
“Quando ela mais precisou, eu ajudei...”
“Achei muito cara a mesa por cento e vinte!”
“Ahn, eu achei que o azul ficou melhor sabe?”
“Nossa!”
“O melhor exercício é aquele que você gosta de fazer”
“Hahaahhaha”
“Porque eu to tomando aquele de potinho sabe?”
“É a melhor coisa que você faz, não vai se arrepender...”
“Os neurônios são meus, eu faço o que quero, porra!”
O mundo dá voltas.
Voltas são dadas.
Cada frase, um mundo.
Cada mundo em um mesmo lugar, um mesmo lago, um só.
Todos interligados e ao mesmo tempo, separados pela fronteira da mente.
A mente da gente, ninguém lê.
Somente a parte que deixamos escapar, sem querer, ou propositalmente, em forma de palavras.
Diálogos.
Caminhadas da vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Um dia eu volto
Não para você.
Não com você.
Não pra você.

Eu volto para reescrever a minha história, meus erros, minha memória.
Eu volto para me encontrar.
Saber qual o ponto em que me perdi de vista, desencontrei-me de minha sombra e de minha alma.
Eu volto para,
se possível,
te apagar.
Se não,
para mim está bom,
apenas enterrar.
E ponto.
Volto.