sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dia de cão


Gritar, pular, imitar o Tarzan da sacada.
Esgoelar.
Esmurrar travesseiro.
Sumir.
Dormir por uma semana.
Chorar.
Chorar.
Chorar.
Falar.
Chorar.
Rezar.
Ter paz.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Confiança



Poder ter uma distância física que não separa dois corações.
Poder contar de tudo, abrir-se, escancarar o coração.
Poder ter amigos do sexo oposto.
Poder ter gratidão ao final do dia.
Poder acreditar em relatos de um dia, de uma noite, nas justificativas de algo.
Poder deitar a cabeça no travesseiro e repousar, sonhar, até mesmo babar, mesmo sabendo que a pessoa amada está em um bar, divertindo-se com amigos.
Este poder chama-se Confiança.
Felizes os que a tem em suas mãos.
Felizes os que conseguem mantê-la, frágil como é, sem quebrar. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sobre a perfeição

Perfeição não existe.
Deixo-a para Deus.
Contento-me com o melhor.
Com meu melhor.

domingo, 1 de julho de 2012

Carta para meu cachorro


Você não merece um poema, você merece um livro todo.
Com direito a risos, brincadeiras, carinho, chocolates, lágrimas, cuidados, amor...
Por você eu digo “He”, e jamais “it”. Muito mais “He” do que muita gente merece.
Nego - por mais branquinho que você fosse- te vi crescer. Nós Te escolhemos e te tiramos de perto da sua mamãe, nos desculpe por isso. Mas lhe demos nosso melhor, e disso você pode ter certeza.
Hoje me veio à tona na memória várias lembranças nossas.
Lembro-me da maneira como eu te cobria com uma cobertinha e te colocava em meu carrinho de bonecas, carregava de lá pra cá nos corredores de casa como se fosse meu filho.
Você, todo sapequinha e chocólatra que era, comeu o ovo trufado da Kopenhagen que ficou sem querer em cima da cama. Quando chegamos em casa, não tinha mais nada, a não ser sua boca toda suja de marrom.
Lembro como você adorava brincar de esconde-esconde com a gente. Ficava todo feliz quando nos encontrava atrás de alguma porta. E ganhava um ossinho como honra ao mérito.
Quando eu, mais crescida, descobri o que era a dor de uma cólica insuportável ou a dor de sofrer por amor, você vinha se deitar ao meu ladinho, como se sentisse a minha tristeza e dor, não é mesmo?
Sempre a alegria da casa. A festa a cada retorno ao final do dia.
Meu amigo, sei que as coisas não ficaram fáceis pra você nos últimos três anos. Sei que as suas perninhas perderam a força. Sei que seus olhinhos e sua visão se embaçaram até que não pudesse ver mais nada. Sei que aos poucos você não pôde mais nos ouvir te chamar. Eu sinto muito por tudo isso. Mas obrigada por ficar conosco até quando você não aguentou mais. Obrigada pela sua presença, por nos ensinar muita coisa que os humanos não são capazes de ensinar.
Te amo e sempre amarei.
Saudades!

sábado, 16 de junho de 2012

Fucking reality

Esse não é mais um poema.
This is the fucking reality:
Gente interesseira pra caralho.
Lobos vestidos de enfermeiras.
Trotes que vem da prisão.
Dinheiro, dinheiro, dinheiro!
Gente enganando gente.
Mentiras de amor.
Poligamia.
Banal.
Gente em pedacinhos.
Marchas.
Vingança.
E a vontade de quebrar o mindinho.
Esta penúltima, a vingança, só faz sentido quando é na pele.
Tudo isso em menos de 24 horas.
E o mundo gira, gira, gira.
Pessoas nascem, morrem, mas não voltam.

This is the fucking reality. E eu só precisava desabafar.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Quiçá...




Se alguém pudesse ao menos alertar aquela menina pura, sentada no tapete da sala brincando com sua boneca, que certas imagens que temos de pessoas importantes podem mudar – e provavelmente vão mudar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Relatório mensal

Ontem estava em uma mesa redonda com Humberto Gessinger...
Falava-se algo mais ou menos como a forma de se expressar através da música, da poesia, da arte.
E então ele imaginou se ao invés de se expressar dessas formas, fizéssemos um Relatório do Mês.
Esse mês tive 20 dias felizes, 5 dias irritados e por aí vai...
Achei engraçado, e comecei a imaginar como seria o relatório do meu mês. E não é que foi bem fácil de relatar?
18 dias de aula
4 dias de francês
3 dias de orientação de TCC
3 reuniões de Estágio
4 segundas-feira de estágio obrigatório
2 Reuniões de Projeto de Pesquisa
3 Seminários
36 horas dedicadas ao meu Trabalho de Conclusão de Curso. (Será? Essa foi no chute!)
9 empréstimos na biblioteca, váriaaaas renovações.
38 banhos (?)

[Pausa pra respirar]

10 dias de academia
4 dias de namoro
2 dias de TPM
1 corte de cabelo
1 Show do Lobão
2 finais de semana vendo minha família
Várias malas feitas e refeitas
15 sachês de Chá verde
15 latinhas de cerveja
Alguns espetinhos,
5 filmes assistidos
Varias contas pra pagar,
Algumas Fast Foods...(ou várias?)

E, ah, já estava me esquecendo...
40 passes de busão. Ou mais. Minha Mercedes não me deixa descansar.

Triste vida sem a arte.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Belas são as rugas













Hoje, enquanto assistia ao filme “Tão forte, tão perto” deparei-me com uma ideia:
Belas são as rugas.
São belas por suas histórias. Belas por sua juventude vivida. Belas por seus anos de trabalho.
Belas por seus amores vividos.
Belas pelos sorrisos que já deram. Belas pelas lágrimas que desabaram de seu rosto.
Belas por todo sofrimento suportado.
Por todas as expressões possíveis e inimagináveis que já fizeram.
Por todos os movimentos da vida: são belas!

Diria que belo é ver uma criança, começando sua história de vida, seu repertório e conhecimento de mundo, ao lado de um senhor, que de tudo isso já está saturado, tem muito a ensinar, e quem diz isso, são as rugas!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Olá, poesia!


Na manhã de um dia manhoso.
Eu digo olá para a janela e para o sol.
Digo vem, pode entrar!

Sinto-me diferente. Sinto-me de volta.
De volta de minha volta ao mundo.
Volta estática. Fiquei parada.
Só o tempo que não parou.

Saudades de mim. Saudades do meu eu - lírico.
Que numa tarde cultura, me assopra de volta a bravura.
Bravura de me ver.
Bravura de gritar.
De enxergar tudo aqui dentro e de me expressar.

                                                                                    Olá poesia, podes ficar.

domingo, 15 de abril de 2012

A véspera de aniversário

Um dia entre 730.
E entre tantos, especial.
Uma linguagem, uma comunicação.
Entendimento telepático.

Sem brigas.
Um telefonema.
Um plano de tatuagem.
Dois sanhaços azuis. Duas datas. Dois amores.

Risadas gostosas.
Corações unidos. Quentes. Juntos e separados.
Paz.
Era o que pediu a Deus uma hora antes na igreja.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um pouco sobre o que move o seu ser...



O que move o seu ser?
Gás? Gasolina? Oxigênio?
Pernas, braços e panturrilhas?
Música, notas, melodias?
Dinheiro, sucesso, prestígio?

Sonhos...
Ahn, os sonhos. Belos. Grandes. Pequenos.
Sonhos...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ser mulher


Ser mulher é ser muralha.

É ser escada que ajuda os outros a subir.

É ser sorriso de manhã. À tarde e à noite.

É ser estresse uma vez por mês. É ser hormônio correndo nas veias.

É ser lembrança. É ser lágrima.

É ser verão.

Talvez inverno, outono, primavera e tempestade ao mesmo tempo.

É ser espera. É ser inquietação. É ser impaciência.

É ser jardim.

É ser combustível.

É ser detalhe.

É ser essência.

É ser insônia. É ser sensibilidade. É ser perfume.

É ser madura e ao mesmo tempo criança.

É saber fazer, é correr, ser amiga do tempo, fazendo-o esperar por mil coisas.

É chocolate. É doçura, ternura e prazer.

É ser um livro, ter uma história e ser uma grande atriz protagonista.

É ser maquiagem. Uma estrela da noite. Um salto alto.

É acordar natureza. É ser transparente. Uma havaiana.

É ser polvo. Papagaio e também ser pantera.

Para mim, mulher é sinônimo de um belo dicionário.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Considerações sobre o amor de Disneyano, o amor do século 21 e uma TPM



Cheguei a um ponto de divergência. Ontem à noite, zanzanando pelo quarto e pela cuca, pude perceber os diversos raios que vivem dentro de mim. Quando pequena, tudo era ilusório. O amor de conto de fadas cresceu comigo. Brincamos juntos durante 12 anos, ele fazia parte do meu mundo e dos meus brinquedos e eu escrevia as minhas histórias de acordo com as histórias que eu via. Ahn, como o amor Disneyano era belo. Era capaz de trasformar feras em lindas esculturas. Era capaz de transformar abóboras em carruagens ou sei lá mais o que... só sei que era admirável.
Aos treze, vieram as primeiras desilusões amorosas. “Como tudo é difícil pra mim” – Lamentava de madrugada aos ouvidos de uma confidente de sangue. E essa dificuldade foi presenciada por alguns anos.
Crescida, já na universidade, começam a jorrar de todos os cantos e mídias, histórias verídicas e muito próximas, as facetas do amor que contradizem tudo o que bombardeou a infância daquela garota. Começam as traições, a deslealdade, a mulher do século 21 que não deve ser submissa, nem dona de casa, mas independente. As mentiras, as separações e discórdias. Observa que pessoas já muito crescidas de seu convívio namoram, mas mantêm a distância de suas casas e de seus pertences. Modernice. Mas isso é bom ou ruim?
Mas por que estou escrevendo tudo isso agora? Porque ontem a noite, fui assaltada despreparada por uma TPM daquelas, que violentou a meu cofre de segurança e minhas lembranças das mais diversas. Aquelas que te fazem pensar em seu futuro, mas de uma maneira devastadora.
Como eu me livrei dela? Com um abraço cuja descrição sou incapaz de fazer, ou também porque não preciso fazê-la. Descobri que tê-lo em minha vida, por si só, basta. E assim sou feliz. Não importa o que já vi, vivi, ouvi sobre o amor. Importa é que quem manda nessa história que está sendo escrita aqui são duas pessoas e nada mais.