quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Considerações sobre o amor de Disneyano, o amor do século 21 e uma TPM



Cheguei a um ponto de divergência. Ontem à noite, zanzanando pelo quarto e pela cuca, pude perceber os diversos raios que vivem dentro de mim. Quando pequena, tudo era ilusório. O amor de conto de fadas cresceu comigo. Brincamos juntos durante 12 anos, ele fazia parte do meu mundo e dos meus brinquedos e eu escrevia as minhas histórias de acordo com as histórias que eu via. Ahn, como o amor Disneyano era belo. Era capaz de trasformar feras em lindas esculturas. Era capaz de transformar abóboras em carruagens ou sei lá mais o que... só sei que era admirável.
Aos treze, vieram as primeiras desilusões amorosas. “Como tudo é difícil pra mim” – Lamentava de madrugada aos ouvidos de uma confidente de sangue. E essa dificuldade foi presenciada por alguns anos.
Crescida, já na universidade, começam a jorrar de todos os cantos e mídias, histórias verídicas e muito próximas, as facetas do amor que contradizem tudo o que bombardeou a infância daquela garota. Começam as traições, a deslealdade, a mulher do século 21 que não deve ser submissa, nem dona de casa, mas independente. As mentiras, as separações e discórdias. Observa que pessoas já muito crescidas de seu convívio namoram, mas mantêm a distância de suas casas e de seus pertences. Modernice. Mas isso é bom ou ruim?
Mas por que estou escrevendo tudo isso agora? Porque ontem a noite, fui assaltada despreparada por uma TPM daquelas, que violentou a meu cofre de segurança e minhas lembranças das mais diversas. Aquelas que te fazem pensar em seu futuro, mas de uma maneira devastadora.
Como eu me livrei dela? Com um abraço cuja descrição sou incapaz de fazer, ou também porque não preciso fazê-la. Descobri que tê-lo em minha vida, por si só, basta. E assim sou feliz. Não importa o que já vi, vivi, ouvi sobre o amor. Importa é que quem manda nessa história que está sendo escrita aqui são duas pessoas e nada mais.

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