quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Troiçoeira


É o tal do galo, dizia a professora.
O mediador, o anunciador da nova manhã.
Esta mesma manhã que dá lugar ao novo vazio,
Novo silêncio, nova falta de luz, de abrigo.

Disfarçada de brilho e boas intenções,
De novo, de fé.
Abandona-te pra entregar à lua
Traiçoeira esta,
Que em uma noite, está cheia e convidativa.
E noutra, está minguante e você, sozinha!

Mas tal astro não se apresenta igual para todos.
Um sofre as mordidas.
E o outro, é o rato mordedor.
Um perde o lugar, o outro o ganha.
Sem mérito e dificuldade alguma.
A lua.
Sua culpa.
Lupa.
Lua.

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