quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As gotas de marvin

Sentada no banquinho, frente ao lago.
Escutava um som doce.

Parada. Estarrecida.
Não sabia se suas lágrimas escorriam, ou se sumiam.

Não era a única a chorar.
O céu chorou também.

As nuvens, fracas como ela. Porém, mágicas.
Apesar de tristes, libertavam gotas que dançavam.

Dançavam conforme a música.
Dançavam a dança de Marvin.

“Agora é só você, e não vai adiantar.
Chorar vai lhe fazer sofrer.’
E uma alma boa pergunta: Tá tudo bem?

E a mente acompanhou a dança, a chuva e a alma boa.
Então voltou para casa com um pedido desculpas.

“A vida é pra valer
E o meu destino eu sei de cor.”

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