“Que loucura, né? Que profissão mais doida essa de treinar e
nadar com as orcas. Olha só que lindo! Quero ir nesse tal de Seaworld um dia”.
Leiga. Essa sou eu e minha opinião logo no início do
documentário “Blackfish”.
Já a Rafaela de uma hora depois, teve seus conceitos
revistos. Afinal, qual o problema em mudar de opinião?
Nenhum. É amadurecimento. São pontos de vistas analisados. Eis
os fatos.
As baleias são, como qualquer outra coisa que passa pela mão
do homem, um objeto mercadológico, capaz de promover um lucro imenso.
Selvagens, em seu habitat natural, estes animais nunca
ofereceram ameaça alguma aos homens. Mas, quando trazidas como objetos ao
espaço humano, os problemas aparecem, e os “monstros” são liberados.
Submetidas a espaços minúsculos durante mais de um terço de
suas vidas, a agressões físicas causadas por outras baleias residentes nos
parques, à separação de sua cria alguns anos após seu nascimento, à insuficiência
na alimentação, e por aí vai...
Estudiosos afirmam que as orcas possuem um grande vínculo
social entre sua espécie, e também um grande vínculo emocional entre elas.
Imaginar o impacto da separação entre uma baleia mãe e sua cria é doloroso.
Muitas vidas de treinadores foram tiradas pelas baleia (isso
também me dói). Muitos treinadores que nem sequer estavam lá para se defender
foram acusados pelos donos dos parques como culpados pela própria morte por
motivos ridículos, entre eles estar usando um “rabo de cavalo” no momento do
ataque. E uma espécie inteira de baleias pagou por isso, e hoje carrega o fardo
de “assassinas” como sobrenome.
Afinal, quem são os verdadeiros assassinos?
Eu só sei de uma coisa. Hoje, se quiser ver uma baleia de
verdade, terá que ser ao natural, no meio do mar.
Não darei o lucro de um ingresso para seja lá quem for o
dono do Seaworld, que é incapaz de ser humano, que é incapaz de ver algo além
do lucro.
E viva as orcas!

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