Escrevo porque minh'alma transborda
De lágrimas, arrependimentos e paralisia
Exagero talvez
Mas é como me sinto
Um nada
Um umbigo nada
Economizar dinheiro,
Ganhar dinheiro
E, para que, José?
A vida é tão curta,
E os laços...
Os laços são frouxos
Os nós machucam
E a vida permanece curta...
Hora um se vai
Ora outro vem
Ora a passagem é só de ida.
Vê-se o velho...
Aquele cujas histórias enchiam o coração de fúria e rancor
Agora é criança novamente,
Um Beijamin Button.
Desaprendeu das coisas, seu maior apego agora não é mais
reconhecido
Transformou-se em quase nada.
E é a perda se aproximando a qualquer momento que faz
refletir,
Que faz penar.
Compaixonar.
Me sinto um nada
Paralítica pelas minhas manias, meus medos e condições
De ficar sem o líquido,
De estragar as lentes de contato e fabricar “mas” tantas
vezes que...
Falta o agora, o momento, o carpe diem.
A alma não acompanha o corpo.
Aquele velho espírito de oito anos atrás, onde estará agora?
Talvez morto
Talvez morimbundo
Talvez em restauro
Ou talvez renasça como a fênix,
Do pó.
E me faça mulher
Com M grande,
Forte e brava
Como o maresia que cobre o meu cheiro
De dia profissional
E à noite,
Essa noite,
Uma criança a chorar suas misérias.
E como me disse hoje, Ferreira Gullar:
“Mas, ao fazer o poema, você transforma sofrimento em
alegria estética...E isso pra mim é paz”
Quero paz.
E a encontrei nesses versos trôpegos surgidos em meio aos
meus dedos,
Frenéticos,
Genéticos.
Meus.
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