Ontem cheguei de viagem. Férias
coletivas que me levou ao destino mais óbvio de todos depois de um ano longe e
escasso de feriados: casa da mãe. Como é bom estar em família. Eu poderia falar
aqui como é bom estar na casa em que crescemos, mas esse não é o caso... não é
exatamente a casa em que cresci, brinquei, tomei banho de mangueira. Mas é a
casa da minha mãe. E como toda casa de mãe, é aconchegante. A começar pelo
chuveiro.
Passei oito dias tomando banho
naquele chuveiro com um fluxo maravilhoso de água. Água quentinha, na
temperatura agradável. Depois, passei mais quatro dias na casa da minha tia. E
lá estava ele: um chuveiro tão bom quanto o da minha mãe. Até mais potente. Fiquei
mal acostumada sem perceber. Aliás, ontem, quando cheguei em minha casa pedindo
por um banho, liguei o chuveiro e... esperei... esperei. O que será que
aconteceu? Estamos com pouca água na caixa? Será que ironicamente Joinville
passou por dias de seca? Não. Acho que meu chuveiro de cinquenta reais nunca
foi tão bom quanto eu pensava. Ele era, e continua o mesmo. Acho que fui eu
quem mudei, conheci algo melhor e quando retrocedi um passo, senti dificuldade
em acostumar.
Assim acontece com muita coisa na
vida da gente. Quando aparece uma oportunidade, buscamos sempre melhorar. Se
temos possibilidade de crescer, ou de nos dar um luxo a mais, o fazemos. Sem
culpas. Afinal, por que não? Acontece que nunca pensamos que poderemos precisar
retroceder. Voltar ao passado, ao antigo, ao menos confortável. Retroceder? Andar
para trás? Jamais. Diriam algumas pessoas. Mas às vezes a vida nos prega peças,
e nos obriga. Fazer o que? Nos resta sorrir e mergulhar o rosto à procura dos
pingos que comporão nosso banho. Sorrindo, sempre.
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