segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hey, vento.


A cortina, os diálogos, os risos
Não se encerram.
É apenas o Ato.
Que se finaliza, eterniza.

As palmas, os aplausos e as vozes permanecem.
Na mente de quem viveu, nada se esquece.
São apenas caminhos tortuosos.
É apenas o vento batendo na janela do meu quarto.
Perguntando se lhe permito entrar, vagar sobre os meus móveis e derrubar minhas fotografias.
Espalhar poeira sobre meus lençóis e apagar as marcas de batom de seu colarinho.

Hey,
Vento, fique aí fora.
Minha parede é de cimento.
E nossa felicidade não demora...
Não demora a se concretizar.

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