
A expectativa é algo que move os seres humanos. Expectativas de como será o primeiro dia de aula, de como será a sensação do primeiro beijo, de como será aquela viagem tão esperada ou do orgulho do primeiro emprego. Trato aqui um caso em particular.
Duas pessoas, uma de cada sexo. Uma cidade pequena, do interior. As fofocas eficientes boca-a-boca.
A garota já tinha ouvido falar o nome do garoto, bem mais velho. Já ouvira sobre sua beleza troiana. Já o vira algumas vezes, porém, ele não sabia de sua existência, até que se encontraram em uma boate. Ele a avistou. Gostou. Não exitou. Mesmo namorando, decidiu que queria conhecê-la. Msn. Isso mesmo. Pediu o msn da garota e daí por diante, vocês, caros amigos, já sabem. Muitas noites de insônia e conversa, conversas e risadas.
Meses se passaram. Meses férteis ou meses sem contato, e as duas pessoas se encontraram em um restaurante. A garota achou estranho ele estar sozinho. Descobriu que estava solteiro. E então, disse que não se chamaria mais fulana, se não conseguisse um beijo dele. As amigas a caçoavam, perguntando qual seria seu novo nome.
Em uma semana, dito e feito. Encontraram-se ao acaso. Não tão acaso assim, pois se deve considerar o tamanho da cidade. Saíram para dar uma volta. Algo convencional. O tão esperado aconteceu. O beijo aconteceu. Mas espere, pensou ela. Era para ser diferente. Era para a garota estar feliz. Mas não. Naquele momento, ela descobriu algo que lhe serviria de lição para toda vida: continuaria a se chamar fulana e, o resto, o resto não mudou nada. Sua vida continuava a mesmíssima coisa. Arnaldo Jabor entenderia perfeitamente em sua crônica sobre o bumbum de Juliana Paes. Fato que é um belo bumbum brasileiro, porém, ao ser conhecido, revelado a todos os esperançosos, tornou-se realidade o sonho de muitos. Acabaram-se as expectativas.
Há coisas que é melhor deixar no plano da ilusão, a conhecer tal palavra com a partícula “Des”.
Hummm...eu li essa! Saiu no jornal =p
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